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Segundo alguns alguns admiradores e, principalmente entre os criadores mais antigos desta bela raça, o Malamute sustenta, com orgulho, o título de "Rei dos Cães de Trabalho", devido a sua portentosa resistência física na tração de cargas, inclusive em situações visivelmente contrárias, como longas distâncias e temperaturas abaixo dos -70C.
Dentre outras raças nórdicas, temos o nosso Samoieda, o Husky Siberiano e uma outra que não foi reconhecida como raça distinta, os Cães Esquimós. Do Samoieda, o Malamute se distingue claramente, contudo, junto ao Husky Siberiano a semelhança é muitíssimo grande. A diferença se encontra na ossatura mais leve e ligeira do Husky, proporcionando maior rapidez em percorrer distâncias curtas. Ambos apresentam particularidades semelhantes a do lobo, embora variem na colocação. O Malamute possui os olhos castanhos, onde a preferência pesa para o mais escuro possível. Já o Husky pode apresentar olhos castanhos, azuis ou bicolores.
As orelhas do Malamute são menores e mais separadas.
Um dos fatores mais controversos que existe sobre a raça é se ela descenderia ou não do lobo. Até certo ponto, é bastante sedutor pensar que temos um lobo a brincar conosco. Principalmente no meu caso, onde me vejo como um profundo amante dos lobos e me emociono ao ouvir um simples e prolongado uivo. Mas são hipóteses apenas. Contudo, autoridades no assunto afirmam não ter havido qualquer tipo de cruzamento entre lobo na criação do Malamute. Alguns outros, para acirrar mais as discussões, dizem que o lobo desempenhou um papel importante na evolução das raças nórdicas,
uma vez que os esquimós colocavam as fêmeas em pleno cio nas cercanias das aldeias para serem cobertas pelos lobos, introduzindo assim, sangue novo nas matilhas. Versão negada por outra gama que afirma ser o Malamute, em sua totalidade, um cão, uma vez que apresenta um temperamento formalmente canídeo.

SUA ORIGEM

No período das famosas expedições e dos grandes conquistadores, não só do Alaska, mas de todas as localidades inexploradas do globo terrestre, o cão teve um destaque formidável. Em meio a um trabalho árduo, era o cão quem puxava as cargas e mercadorias em seus trenós. Haviam cidades, como Point Barrow, por exemplo, que só eram atingidas por navios e mesmo assim apenas durante o verão. No restante do ano só era acessada pelos cães. E, dentre esses cães, estava o incansável Malamute, criado para ser mais forte e resistente que veloz, ao contrário das outras raças.


Contudo, mesmo diante de várias suposições, a origem do Malamute do Alaska é pouco conhecida, mas como a maioria das raças naturais, o verdadeiro momento da aliança entre o cão e o homem perde-se no correr dos tempos. Sabe-se que seu nome foi herdado pela tribo "Innuit", chamada Mahlemuts, localizada na costa oeste do Alaska, na parte superior do rio Anvik e que possuía uma "raça de cães de trenó" de grande capacidade física.

Sua ancestralidade, porém, não é conhecida e nem se sabe como chegou ao Alaska, pressupondo-se, por alguns estudiosos, que descenderia diretamente do lobo, com já vimos acima. Divergindo ou não das versões, sabe-se porém que mesmo assim, suportou as intempéries climáticas da região.

Os Mahlemuts, durante séculos, criaram um cão de grande resistência ao trabalho, companheiro de caça (era utilizado na caça de ursos polares), guarda dos seus acampamentos e dos rebanhos de caribus, e que ainda, puxavam os trenós nas suas constantes deslocações. Devido ao aspecto nômade da tribo que o criava, na qual a propriedade é partilhada, pôde ser utilizado como uma raça de guarda, embora não o seja. Possui um forte instinto gregário e adora a companhia humana.

A palavra "esquimó" quer dizer "neve", mas aos poucos ela vem sendo substituída pelo termo "Innuit", que designa esse e outros povos nativos das regiões árticas da América do Norte, mas ainda é aplicada a seus cães.


O Malamute passou então, as ser cruzado com outras raças árticas com a finalidade de ganhar mais velocidade. Essa raça quase foi extinta devido aos cruzamentos, mas mais tarde, fruto do trabalho criterioso de criadores norte-americanos, sua linhagem pura foi recuperada. Como vemos, embora sua história biológica seja muito antiga, o Malamute, como raça reconhecida é muito recente. Admite-se como possível participação nas expedições ao Ártico e Antártida de ilustres exploradores da época, como Peary, Cook, Amundsen e Byrd. Contudo, algumas delas foram anteriores ao reconhecimento da raça.

Em 1741 o homem branco chegou à região, atraído pela cobiça de riquezas naturais (petróleo, metais e peles). No final do século 19, várias minas de ouro foram descobertas no Alaska, despertando o interesse de exploradores que adotaram como passatempo esportivo favorito as corridas de trenós puxados por cães. De fato, alguns cães de trenó foram criados para serem mais velozes, tanto que ainda hoje disputam corridas emocionantes.
Mas com o Malamute não foi desta forma, pois não foi preparado para
tal atividade e sim, para puxar cargas pesadas,
de acordo com sua robustez e resistência.
Geralmente reconhece-se Arthur Treadwell Walden como o primeiro interessado pela utilização de cães e trenós como meio de transporte. Tendo fundado um canil, de nome Chinook, treinou os cães com os quais participou da primeira expedição de Byrd à Antártida. Se foi realmente Walden quem introduziu, devemos aos esforços de Milton e Eva Seeley o reconhecimento do Malamute como raça. Isto se deu em 1935, quando foi oficialmente reconhecida com a criação do Clube do Malamute do Alaska dos Estados Unidos, e registrada no American Kennel Club (AKC).
No Brasil a raça chegou em 1967, vinda dos EUA,
país que hoje lidera a criação mundial.

PADRÃO DA RAÇA

ASPECTO GERAL - cão poderoso e substancialmente construído, com peito profundo, tronco compacto e forte, sem ser muito curto, com uma pelagem rústica de proteção, com pêlos de 2,5 a 5 cm, a pelagem completa, tem o subpêlo denso e lanoso. Seu stay é firme e esta postura sugere muita atividade, exibindo interesse e curiosidade.

A cabeça é larga, a silhueta das orelhas é cuneiforme e ficam eretas, em alerta. O focinho é massudo, afinando, muito ligeiramente, na largura e na altura, desde a raiz até a trufa, sem ser pontudo, longo, curto ou grosso.

Movimenta-se de cabeça erguida e olhar vigilante. A marcação da cabeça é um traço característico, que consiste numa marca em forma de boné, e uma cor sólida, comumente o branco acinzentado, no restante da face, ou em forma de máscara. A combinação de boné e máscara não é comum.

A cauda é emplumada e portada sobre o dorso, sem ser como a da raposa, ou encaracolada; e sim, como uma pluma ondulante. O Malamute tem várias cores, mas, comumente, é preto-e-branco ou cinza lupino. As patas são do tipo sapato-de-neve, grossas e compactas, com almofadas plantares bem acolchoadas, de aparência firme e compacta. Os membros anteriores são retos, com boa ossatura. Os posteriores são largos, fortes, joelhos, moderadamente angulados e sem jarretes de vaca.

O dorso é reto e suavemente descendente da cernelha até a garupa. O lombo não é tão curto ou compacto, a ponto de interferir na movimentação fluente e livre. A resistência e a inteligência são reveladas pelo corpo e pela expressão. Pela inserção, os olhos parecem com os do lobo, mas sua expressão é suave, transmitindo afetividade.

PROPORÇÕES

TALHE - altura na cernelha: machos - 63,5 cm, na cernelha - 38,5 quilos. fêmeas - 58,5 cm, na cernelha - 34 quilos. Quando forem julgados cães equivalentes no tipo, proporção e atributos funcionais, se deverá optar pelo mais próximo do tamanho ideal para cães de tração.

- comprimento: (padrão não comenta).
- peso: machos - 38,5 quilos.
fêmeas - 58,5 cm - 34 quilos.

TEMPERAMENTO - amistoso e afetivo, não é de um só dono. É um companheiro devotado, leal e, se estimulado, é brincalhão mas, geralmente, impressiona pela sua dignidade, após a maturidade.


PELE - (padrão não comenta).


PELAGEM - o Malamute tem uma pelagem de proteção espessa e rústica, e não longa e macia. O subpêlo é denso, de 2,5 a 5 cm. de comprimento, oleoso e lanoso. A pelagem de proteção é áspera e bem levantada no corpo sendo fartamente densa em torno do pescoço. O comprimento da pelagem é variado assim como o do subpêlo; entretanto, a pelagem é, em geral, de moderadamente curta a média ao longo das laterais do corpo, com o comprimento da pelagem aumentando um pouco em volta dos ombros e pescoço, no dorso e na garupa, nas nádegas e na cauda. A pelagem dos Malamutes é, geralmente, mais curta e menos densa durante a muda no verão.


COR - as cores, normalmente, variam do cinza claro, passando pelas tonalidades intermediárias, ao preto, sempre com branco na linha inferior, parte das pernas, patas e parte da marcação da máscara. A marcação é tipo boné ou tipo máscara na cabeça. Uma faixa branca na testa e/ou colar ou uma mancha na nuca fica atraente e aceitável, mas cor definitiva com manchas ou salpicos irregulares estendendo-se pelo corpo é indesejável. Deve-se fazer discriminação entre cães com manto ou com manchas. A única cor sólida permitida é o branco.

CABEÇA - sugere alto grau de inteligência, sendo larga e poderosa em comparação com as de outras raças nativas, mas proporcional ao seu tamanho, para não parecer pesado ou grosseiro.

Crânio - largo entre as orelhas, estreitando-se, gradualmente, na direção dos olhos, moderadamente arredondado entre as orelhas, achatando-se no topo à medida que se aproxima dos olhos arredondando-se para as faces, moderadamente planas. Há um pequeno sulco entre os olhos, nesse ponto, as linhas superiores do crânio e a do focinho, mostram uma ligeira interrupção da reta.

Stop – (padrão não comenta)

Focinho - grande e com boa massa, em proporção ao crânio, diminuindo muito pouco, na largura e na profundidade, da raiz até a trufa;

Trufa – preta

Lábios - ajustados.

Mordedura - maxilares superior e inferior largos com dentes grandes, os incisivos articulam-se em tesoura, sem jamais apresentar prognatismo inferior ou superior.

Olhos - castanhos, de forma amendoada, moderadamente grandes, para este formato de olhos e obliquamente inseridos no crânio. Olhos, preferivelmente, escuros. Olhos azuis é falta desqualificante.

Orelhas - de tamanho médio, pequenas em proporção a cabeça. O formato da metade distal das orelhas é triangular, com as pontas sutilmente arredondadas. Inseridas bem separadas, nos bordos posteriores externos do crânio, com a metade inferior inserindo-se no crânio, alinhada com o canto superior do olho, dando a impressão, que as pontas das orelhas, quando eretas, emergem do crânio, e voltam-se ligeiramente para a frente mas, quando o cão está trabalhando, às vezes, as orelhas ficam dobradas contra o crânio. Orelhas de inserção alta é falta.

PESCOÇO - forte e moderadamente arqueado.

TRONCO - forte e de construção compacta, sem ser curto.

Cernelha - (padrão não comenta).

Dorso - reto e suavemente descendente em direção a garupa.

Peito - forte e profundo

Costelas - (padrão não comenta).

Ventre - (padrão não comenta).

Lombo - bem musculoso, sem ser tão curto que interfira na movimentação fácil, rítmica e na poderosa propulsão traseira

Garupa - (padrão não comenta).

MEMBROS

Anteriores - ossatura pesada e musculosa,

Ombros - moderadamente inclinados;

Braços - (padrão não comenta).

Cotovelos - (padrão não comenta).

Antebraços - (padrão não comenta).

Carpos - curtos

Metacarpos - fortes e, vistos de perfil, quase verticais.

Patas - As patas são grandes e compactas, com os dedos juntos e bem arqueados, almofadas plantares espessas e duras, unhas curtas e fortes. Os pêlos, entre os dedos, são crescidos como proteção.

Posteriores - largos. Visto por trás, os posteriores não parecem arqueados, mas posicionam-se e, realmente.

Coxas - poderosamente musculadas.

Joelhos - moderadamente angulados,

Pernas - (padrão não comenta).

Metatarsos - Ergôts, nos posteriores, são indesejáveis e devem ser removidos, logo após o nascimento dos filhotes.

Jarretes - grossa e forte, moderadamente angulada e bem baixa.

Patas - As patas são grandes e compactas, com os dedos juntos e bem arqueados, almofadas plantares espessas e duras, unhas curtas e fortes. Os pêlos, entre os dedos, são crescidos como proteção.

Cauda - de inserção média, seguindo, inicialmente, a linha do dorso, coberta por densa pelagem e portada acima do dorso, quando o cão não está trabalhando - não demasiadamente enrolada, descansando no dorso - ou com pêlo curto e portada como uma cauda de raposa. O ideal seria uma aparência de pluma ondulante.

Movimentação - Os membros do Malamute movem-se alinhados com os anteriores, nem muito fechados nem muito abertos, devem sugerir uma força incomum e um tremendo poder propulsivo.

Faltas - avaliadas conforme a gravidade.

Desqualificações - as gerais.

Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

A CORRIDA DO SORO

A tecnologia moderna nos deu aviões e veículos para a neve, ficando a importância para os cachorros de trenó, com finalidade de transporte.
Contudo, ainda assim há coisas que os cachorros podem fazer e lugares os quais podem chegar quando as condições climáticas dificultam ou impedem o emprego de equipamentos mecânicos.
Isto se demonstrou dramaticamente em Janeiro de 1925, quando uma epidemia castigou a localidade de Nome, noroeste do Alaska.
Desesperadamente necessitava-se de soro, tendo em vista que a enfermidade era fatal para o povo esquimó.
Aviões modernos não podiam decolar, tão pouco os mais antiquados que se disponibilizavam, tendo em vista condições climáticas severas, de temperatura de 50º abaixo de zero e ventos de mais de 100km/h.
Os aviões estavam na localidade de Fairbanks, sudeste do Alaska, esperando que melhorasse o tempo.
Entretanto, equipes de cachorros foram avançando pelos relevos da região, para transportar o soro, através de 655 milhas que mediam entre a localidade de Nenana e Nome, cumprindo o objetivo em cinco dias e meio, nas circunstâncias mais adversas.
O último condutor chegou exausto à Nome em 02 de Fevereiro, às cinco e meia da madrugada, com os cachorros com as patas sangrando, mas a localidade de Nome salvou-se.
No Central Park em Nova Iorque, foi construída uma estátua de Balto, o cachorro dianteiro da última equipe, como homenagem a todos os outros cachorros que realizaram tão épica proeza.
Freqüentemente se vem exigindo sacrifícios semelhantes aos cachorros de qualquer outra raça, porém a história da Corrida do Soro constitui um brilhante exemplo do espírito indomável de uma brava raça de homens e cachorros.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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